Empresários se preocupam com desgastes no Ministério da Economia

Representantes do setor privado avaliam que Paulo Guedes está na direção correta, mas falta tato político

Representantes do empresariado estão muito preocupados com o futuro do país nas mãos de um ministro da Economia que deixou de representar o potencial esperado no início do governo Bolsonaro. João Diniz, presidente da Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços), afirma que os empresários veem Paulo Guedes em um caminho bom, no entanto, ainda lhe falta tato político e paciência. “O principal problema do ministério é a falta de diálogo com o Legislativo”, diz ele.

José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), diz que Paulo Guedes está na direção correta e torce para que o ministro esteja fortalecido. Mas a preocupação é com a imprevisibilidade do momento.

“No governo tem muita gente pensando de formas diferentes, muitas vezes no que não está correto. Isso gera desgaste, imprevisibilidade e dificuldade para pensar no futuro”, afirma ele.

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (associação de bares e restaurantes) faz analogia com a reestruturação de uma empresa. No começo do governo, a pasta colocou muitas áreas sob o mesmo guarda-chuva no ambicioso projeto de formar um superministério.

“Naquele momento era a melhor decisão, mas agora algumas competências podem ser redistribuídas”, diz Solmucci.

Para Fernando Pimentel, presidente da Abit (associação da indústria têxtil), todo governo tem embates internos, mas essas questões não deveriam afetar tanto o mercado como tem acontecido na discussão sobre estourar o teto de gastos.

A ideia de criar um programa social permanente é positiva na opinião de Pimentel, mas ele ressalva que é preciso ter fontes sustentáveis de financiamento. “Não é com o precatório não sendo pago ou outro puxadinho que vamos encontrar”, afirma Pimentel.

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